Joseph Blatter, presidente da Fifa, teve que pedir 'fair play' para que a presidente conseguisse falar
15 de junho de 2013 | 16h 08
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa das Confederações, neste sábado, antes do jogo entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha). O público estava aplaudindo tudo antes, até quando houve saudação aos voluntários e quando foi tocado o hino do Japão. Mas, quando a presidente fez um breve pronunciamento na tribuna, declarando aberta oficialmente a competição, recebeu vaias de parte do público que lotou a arena na capital federal.
Diante das vaias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que estava ao lado de Dilma na tribuna do estádio e também fez um pronunciamento oficial, chegou a pedir educação aos torcedores. "Amigos do futebol brasileiro, onde está o respeito e o fair play, por favor?", disse o dirigente suíço, aumentando o constrangimento do momento.
Antes disso, Blatter fez um breve discurso. "Prezados amigos do futebol, estamos todos reunidos hoje para uma verdadeira festa do futebol no país pentacampeão. É um grande prazer, em nome da Fifa, dar as boas-vindas e agradecer as autoridades brasileiras, lideradas pela presidente Dilma Rousseff", declarou o presidente da Fifa, em português.
Dilma foi vaiada duas vezes pelo público, quando foi anunciada oficialmente e quando foi citada por Blatter. Ela ficou com o semblante fechado ao lado do cartola da Fifa e apenas declarou aberta a competição. "Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações Fifa 2013", discursou a presidente, visivelmente constrangida com a situação.
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Os motivos das vaias são muitos. No período do início da Copa das Confederações, foi também, o período de início das diversas manifestações pelo país. Muitos brasileiros, se não a maioria deles, não concordam com os milhões de reais que estão sendo gastos para realizar a Copa do Mundo no país ano que vem. Os brasileiros acreditam que esse dinheiro deveria ser aplicado nas áreas básicas, como educação, saúde e segurança, que estão em condições precárias, e que necessitam urgentemente de investimentos. Ou seja, as prioridades estão invertidas no nosso país, vale muito mais aparecer como um país sede da Copa do Mundo de 2014, do que como um país que investe forte em educação, saúde e segurança.
Publicado por: Lucas Pastorini
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