Ta na Rede
O Blog Ta na Rede tem o objetivo de informar aos leitores sobre as principais notícias do futebol, em especial, da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Os protestos das últimas semanas abriram um amplo debate sobre os custos e impactos econômicos da realização da Copa do Mundo no Brasil.
Alguns manifestantes chegam a defender um boicote ao evento em protesto contra o que consideram um desperdício de recursos públicos. Para eles, as entidades governamentais deveriam estar investindo em educação e hospitais os bilhões usados para construir estádios e outras obras ligadas ao evento.
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Tópicos relacionadosCopa do Mundo, Brasil, Economia
O ex-jogador e deputado Romário engrossou o coro em um vídeo que se tornou viral na internet, no qual ataca a Fifa e alega que a Copa brasileira custará cerca de três vezes mais do que as anteriores - número contestado pelo Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014, o CGCopa.
"A África do Sul teve um gasto de R$ 7,7 bilhões de reais, o Japão de R$ 10,1 bilhões, a Alemanha de R$ 10,7 bilhões e o Brasil já está em R$ 28 e alguma coisa (bilhões). Ou seja, desculpe a expressão, mas que sacanagem. É sacanagem com o dinheiro do povo. Falta de respeito e escrúpulos", disse o deputado.
As autoridades envolvidas na organização da Copa se defendem alegando que muitos desses bilhões na realidade serão gastos em obras de infraestrutura e mobilidade urbana que precisavam ser realizadas com ou sem o torneio.
A presidente Dilma Rousseff também garantiu, em discurso em rede nacional, que nem um centavo do orçamento foi usado em estádios. Mas isso não quer dizer que não tenham sido usados recursos públicos em tais obras.
O BNDES financiou boa parte dos estádios com linhas de crédito a juros subsidiados – e, em muitos casos, os empréstimos foram tomados por governos estaduais, que terão de pagar o banco também com dinheiro público.
Além disso, os estádios contam com isenções fiscais dentro do programa Recopa.
Em meio a uma guerra de acusações e números, a BBC entrevistou autoridades e especialistas para tentar desatar os nós dessas polêmicas, explicando, afinal, quem paga pelas obras da Copa, em que condições - e com quais recursos:
1) Quanto custará a Copa no Brasil?A previsão atual do comitê organizador é que sejam investidos em obras relacionadas a Copa um total de R$ 28,1 bilhões.
Aí estão incluídos 327 projetos que vão desde obras de infraestrutura básica, como aeroportos e corredores exclusivos para ônibus, até gastos diretamente ligados ao torneio de futebol.
Apesar dos torcedores quererem a Copa no Brasil, muitos questionam o valor gasto pelo governo
Do total, R$ 7,5 bilhões serão gastos em estádios; R$ 8,9 bilhões em obras de mobilidade urbana; R$ 8,4 bilhões em aeroportos e R$ 1,9 bilhão em segurança. O restante será investido em desenvolvimento turístico, portos e telecomunicações.
Tais obras fazem parte do que o governo chamou de "Matriz de Responsabilidade" da Copa e podem ser conferidas no Portal Transparência, mantido pela Controladoria Geral da União (CGU), embora alguns dados estejam desatualizados.
2) Foi a Copa mais cara da história?A comparação entre países é complicada por uma série de razões, como explicou para a BBC Brasil Holger Preuss, Professor de Economia do Esporte na Universidade Johannes Gutenberg-University, na Alemanha, que estudou o impacto econômico das duas últimas Copas.
Para começar, nem sempre os governos realizadores dos eventos disponibilizam seus gastos. "E mesmo que o façam, a prestação de contas não é padronizada, o que dificulta a comparação", diz Preuss.
Recentemente, a Rússia anunciou que seus gastos para o evento de 2018 devem ficar em mais de R$ 35 bilhões, por exemplo – e no caso russo, a lista de projetos também inclui obras de infraestrutura básica e mobilidade urbana.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado Romário, os dados citados pelo jogador no vídeo mencionado acima constavam em um editorial de jornal.
"É preciso ver quais obras foram incluídas nos gastos de outros países. No caso do Brasil, o valor ficou alto porque incluímos essas obras de infraestrutura e mobilidade urbana que iriam ser feitas com ou sem Copa e ficarão como um legado para a população", diz Luís Fernandes, secretário-executivo do ministério dos Esportes e integrante do CGCopa.
"De fato, é preciso muito cuidado para evitar uma comparação entre maçãs e bananas", concorda o especialista em Gestão, Marketing e Direito no Esporte Pedro Trengrouse, da FGV. "Muitas dessas obras só foram catalisadas pela Copa. Não há dúvida de que precisávamos de mais aeroportos, por exemplo. Só o aeroporto de Atlanta, nos EUA, tem mais fingers (passarelas móveis usadas para o embarque de passageiros) do que todos os aeroportos do Brasil juntos".
Para alguns manifestantes, obras da Copa desperdiçam recursos públicos
É claro que isso não quer dizer que os custos de algumas obras específicas não possam ser contestados – nem que não haja exageros de gastos, irregularidades ou superfaturamento em algumas, ou muitas, delas.
Muitos especialistas contestam, por exemplo, a construção de estádios imensos em lugares que parecem não ter público ou clubes suficientes para manter a ocupação de tais estruturas após o evento. Entre eles estariam o estádio construído em Brasília, que tem capacidade para 71 mil pessoas e custou R$ 1,2 bilhão. E o de Manaus, que abrigará 44 mil torcedores e custou R$ 583 milhões (segundo o Portal Transparência).
As empresas e Estados envolvidos nos projetos alegam que a adequação das obras ao padrão Fifa ajuda a encarecê-las. Mas organizações da sociedade civil exigem mais explicações e transparência sobre essas escolhas.
Segundo o conselheiro Fabiano Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, uma das questões que o MP está investigando com atenção são os custos de estruturas temporárias – as barracas que ficam em volta dos estádios para abrigar centros de credenciamento, receber pessoal da Fifa e etc. Em alguns Estados, os custos de tais estruturas chegariam a dezenas de milhares de reais, o que parece um exagero na avaliação do conselheiro.
"Também não há como negar que questões como corrupção e ineficiência podem encarecer alguns projetos", diz Preuss, para quem o problema não é gastar muito, mas como garantir, que, em cada caso, os recursos estejam sendo usados da maneira mais eficiente possível.
3) Quem paga pelas obras da Copa?Cerca de um terço do valor das obras (R$ 8,7 bilhões) está sendo financiado por bancos federais – Caixa Econômica Federal, BNDES e BNB (Banco do Nordeste do Brasil).
Boa parte desses empréstimos é tomada pelos próprios governos estaduais, sozinhos ou em parcerias com o setor privado (PPPs), embora alguns empréstimos também sejam contraídos por entes privados (como os R$ 400 liberados pelo BNDES para o Corinthians construir o Itaquerão).
A Copa do Mundo tem sido alvo de manifestações de protesto.
Além disso, as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa também consumirão R$ 6,5 bilhões do orçamento federal e R$ 7,3 bilhões de governos locais (estaduais e municipais). Dos R$ 28,1 bilhões, apenas R$ 5,6 bilhões serão recursos privados (que se concentram principalmente nos aeroportos).
4) E pelos estádios?Os bancos federais financiaram cerca de metade dos R$ 7,5 bilhões gastos em arenas para a Copa. Apenas R$ 820 milhões foram financiados com recursos privados (segundo valores da CGU, que diferem um pouco de um levantamento do Tribunal de Contas da União). O restante dos recursos foi aportado por governos locais, principalmente estaduais. Na Alemanha, Preuss conta que os recursos públicos financiaram apenas um terço dos 1,5 bilhão de euros gastos em estádios.
Segundo o secretário federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União, Valdir Agapito, dos 12 estádios, 4 são públicos e foram, ou estão sendo construídos ou reformados pelos governos estaduais (Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e Cuiabá – apesar de o Maracanã, no Rio, estar prestes a ser entregue para exploração pelo setor privado), 5 estão a encargo de esquemas de Parcerias Publico Privadas, ou PPPs, (Salvador, Natal, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte) e 3 são privados (Curitiba, Porto Alegre e São Paulo).
4) Como os governos pretendem recuperar esse dinheiro?No caso das PPPs, os estádios serão entregues para exploração pelo setor privado, e o retorno que obtiverem com jogos e uso dessas estruturas em shows e grandes eventos seria usado para ajudar a pagar os empréstimos aos bancos federais.
No caso do Rio, um consórcio formado pela empreiteira Odebrecht, a empresa IMX, do empresário Eike Batista, e a companhia de origem americana AEG venceu em maio a licitação que determinaria o responsável pela administração do estádio do Maracanã pelas próximas três décadas. As condições da concessão e a licitação, porém, abriram uma série de polêmicas.
Os três estádios públicos serão administrados pelos próprios Estados. Ainda há dúvidas sobre a rentabilidade de algumas arenas em capitais menos populosas no longo prazo. O medo é que elas se tornem "elefantes brancos". A rentabilidade das concessões ao setor privado para os Estados também é contestada por alguns movimentos da sociedade civil.
5) Como a Fifa lucra com o evento?
Muitos acreditam que a Fifa não transfere ao país sede os benefícios financeiros gerados pelo torneio.
A Fifa lucra com os contratos de transmissão dos jogos, de marketing e com os patrocinadores. Ela tem seis patrocinadores fixos (Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony e Visa) e contratos exclusivos para a Copa (no caso do Brasil, já são 14).
Além disso, a entidade não precisa pagar impostos no Brasil - privilégio também garantido em outros Mundiais.
"A Fifa faz uma festa privada e se você quiser que essa festa seja na sua casa, precisa aceitar as condições da entidade", diz Preuss. "A verdade é que ela não está comprometida com o desenvolvimento econômico dos países que sediam as Copas. A princípio é uma entidade sem fins lucrativos, mas cujo compromisso é com a promoção do esporte – e particularmente do futebol - no mundo."
Segundo Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, a Fifa também mantém convênios com hotéis dos quais cobraria uma porcentagem sobre a hospedagem – em um esquema cujos efeitos sobre os preços estariam sendo analisados pelo MP.
6) Quanto foi comprometido em isenção fiscal?Aprovado em 2010, o Regime Especial de Tributação para Construção e Reforma de Estádios da Copa, programa conhecido como Recopa, garante a desoneração de impostos como IPI, PIS/ Pasep e Cofins, além de tarifas de importação, na aquisição de equipamentos e contratação de serviços para a construção de estádios do mundial.
Agapito, da Controladoria Geral da União, diz não ter tido acesso ao dado de quanto foi desonerado. Segundo Luís Fernandes, do CGCopa, o levantamento ainda está sendo feito. De acordo com uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), porém, as isenções de impostos federais concedidas às construtoras responsáveis pelos estádios da Copa somariam R$ 329 milhões.
No caso das isenções para a Fifa, estima-se que o total desonerado ficaria em torno de R$1 bilhão.
Cristian .
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
‘Vem Pra Rua’ agora é dos brasileiros, diz Fiat
CANNES - A música criada por duas agências de publicidade para um comercial da montadora Fiat virou o hino do movimento que tomou as ruas do País. A canção 'Vem Pra Rua', interpretada pelo cantor Falcão, do grupo O Rappa, e a hashtag usada em redes sociais, foram originalmente criadas para um comercial da Fiat para celebrar os eventos esportivos que vão acontecer no Brasil entre 2013 e 2016.
De acordo com o diretor de marketing da Fiat, João Ciaco, o jingle da campanha - que foi criado no fim do ano passado - acabou ganhando contornos sociais inimagináveis para os publicitários.
"A música não é mais da Fiat, é das pessoas", diz o executivo. Ele ressalva, porém, que o conteúdo foi criado para dar o pontapé inicial em uma série de filmes que vão celebrar os eventos esportivos que o Brasil vai sediar. A primeira campanha focou a Copa das Confederações e haverá novas peças para Copa do Mundo e Olimpíadas.
Fonte do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SxMIwZZPlcM
Com as redes sociais, diz Ciaco, a forma que as pessoas vão interpretar e usar os conteúdos das marcas não fica, necessariamente, restrito à intenção original.
"O que esse caso mostra é que nós conseguimos criar um conteúdo relevante para as pessoas", diz o executivo. A campanha foi criada pela agência Fiat - formada por um pool entre Leo Burnett Tailor Made e Click Isobar -, e Falcão, do grupo O Rappa, só participou como intérprete", diz o diretor de marketing da Fiat.
Pelo fato de a campanha não ter relação com o movimento, a empresa decidiu deixar o comercial no ar pelo período originalmente planejado. A empresa negou que tenha decidido tirar a campanha do ar por causa dos protestos.
Segundo a Fiat, os comerciais ficarão no ar até sábado, seguindo o cronograma original. "Não existe motivo para tirá-la do ar, até porque a campanha e o movimento não estão relacionados", diz Ciaco.
Após o fim da campanha institucional, no sábado, a Fiat iniciará a fase de ativação de varejo com um filme de humor com a sensação do YouTube, o "Porta dos Fundos", para o veículo Idea.
"Nós vamos continuar a pensar as campanhas daqui para frente. Mas os filmes institucionais vão continuar a ser feitos com uma só intenção: celebrar os eventos esportivos até as Olimpíadas de 2016."
Para a montadora, a música acabou ganhando as ruas pela qualidade do conteúdo, e não houve qualquer tipo de manifestação do público relacionando a Fiat ao movimento.
"Antes mesmo dos protestos, a campanha já tinha mais de 20 milhões de visualizações no YouTube. E nós não recebemos nenhuma ligação no nosso call center com perguntas sobre o tema", diz Ciaco.
A empresa continuará, de qualquer forma, monitorando as redes sociais para entender a evolução do fenômeno "Vem pra Rua". A Fiat tem hoje 2,4 milhões de fãs no Facebook.
Pelo fato de a campanha não ter relação com o movimento, a empresa decidiu deixar o comercial no ar pelo período originalmente planejado. A empresa negou que tenha decidido tirar a campanha do ar por causa dos protestos.
Segundo a Fiat, os comerciais ficarão no ar até sábado, seguindo o cronograma original. "Não existe motivo para tirá-la do ar, até porque a campanha e o movimento não estão relacionados", diz Ciaco.
Após o fim da campanha institucional, no sábado, a Fiat iniciará a fase de ativação de varejo com um filme de humor com a sensação do YouTube, o "Porta dos Fundos", para o veículo Idea.
"Nós vamos continuar a pensar as campanhas daqui para frente. Mas os filmes institucionais vão continuar a ser feitos com uma só intenção: celebrar os eventos esportivos até as Olimpíadas de 2016."
Para a montadora, a música acabou ganhando as ruas pela qualidade do conteúdo, e não houve qualquer tipo de manifestação do público relacionando a Fiat ao movimento.
"Antes mesmo dos protestos, a campanha já tinha mais de 20 milhões de visualizações no YouTube. E nós não recebemos nenhuma ligação no nosso call center com perguntas sobre o tema", diz Ciaco.
A empresa continuará, de qualquer forma, monitorando as redes sociais para entender a evolução do fenômeno "Vem pra Rua". A Fiat tem hoje 2,4 milhões de fãs no Facebook.
Relação:
O intuito inicial da campanha da Fiat, a partir do vídeo mostrado anteriormente, era o de chamar as pessoas para prestigiar e torcer pelos eventos que serão realizados no país entre 2013 e 2016 (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, respectivamente). Porém, devido a onda de protestos e manifestações que estavam ocorrendo no país perto do lançamento do vídeo, o mesmo acabou se transformando em uma chamada para que os brasileiros fossem para a rua protestar contra o governo e as autoridades, devido aos milhões que estão sendo gastos para sediar tais eventos, enquanto que o país enfrenta dificuldades em áreas básicas como saúde, educação e segurança. Os manifestantes aproveitaram a letra do jingle "Vem vamo pra rua, pode vir que a festa é sua, que o Brasil vai ta gigante como nunca se viu " para chamar o maior número de pessoas para a rua, nas diversas cidades do país, o resultado foi o que vimos, uma série de protestos sendo realizados em várias cidades brasileiras, pelos mais variados motivos, e ao mesmo tempo, todos tinham entre tantos objetivos, o objetivo comum que era o de protestar contra os eventos que foram e serão sediados pelo país nos próximos anos. A seguir segue um vídeo que conta com o jingle da campanha citada anteriormente, porém, já com o chamamento para as pessoas irem para a rua protestarem pelos seus direitos.
Fonte do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=G0Cal02Z7PE
Postado por: Lucas Pastorini
Dilma vaiada na abertura da Copa das Confederações !
Joseph Blatter, presidente da Fifa, teve que pedir 'fair play' para que a presidente conseguisse falar
15 de junho de 2013 | 16h 08
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa das Confederações, neste sábado, antes do jogo entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha). O público estava aplaudindo tudo antes, até quando houve saudação aos voluntários e quando foi tocado o hino do Japão. Mas, quando a presidente fez um breve pronunciamento na tribuna, declarando aberta oficialmente a competição, recebeu vaias de parte do público que lotou a arena na capital federal.
Diante das vaias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que estava ao lado de Dilma na tribuna do estádio e também fez um pronunciamento oficial, chegou a pedir educação aos torcedores. "Amigos do futebol brasileiro, onde está o respeito e o fair play, por favor?", disse o dirigente suíço, aumentando o constrangimento do momento.
Antes disso, Blatter fez um breve discurso. "Prezados amigos do futebol, estamos todos reunidos hoje para uma verdadeira festa do futebol no país pentacampeão. É um grande prazer, em nome da Fifa, dar as boas-vindas e agradecer as autoridades brasileiras, lideradas pela presidente Dilma Rousseff", declarou o presidente da Fifa, em português.
Dilma foi vaiada duas vezes pelo público, quando foi anunciada oficialmente e quando foi citada por Blatter. Ela ficou com o semblante fechado ao lado do cartola da Fifa e apenas declarou aberta a competição. "Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações Fifa 2013", discursou a presidente, visivelmente constrangida com a situação.
Fonte:
Os motivos das vaias são muitos. No período do início da Copa das Confederações, foi também, o período de início das diversas manifestações pelo país. Muitos brasileiros, se não a maioria deles, não concordam com os milhões de reais que estão sendo gastos para realizar a Copa do Mundo no país ano que vem. Os brasileiros acreditam que esse dinheiro deveria ser aplicado nas áreas básicas, como educação, saúde e segurança, que estão em condições precárias, e que necessitam urgentemente de investimentos. Ou seja, as prioridades estão invertidas no nosso país, vale muito mais aparecer como um país sede da Copa do Mundo de 2014, do que como um país que investe forte em educação, saúde e segurança.
Publicado por: Lucas Pastorini
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Ronaldo: 'Copa se faz com estádios, não com hospital'
Ronaldo foi anunciado, nesta quinta-feira, oficialmente como membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL). Em seu discurso, o ex-atacante esforçou-se em aproximar a Copa do Mundo dos brasileiros.
O ex-atacante foi questionado sobre os gastos públicos para o Mundial, e teve de responder se concordava com grande emprego de dinheiro em estádios para o Mundial.
- Está se gastando dinheiro com segurança, saúde, mas sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa com hospital. Tenho certeza que o governo está dividindo os investimentos - disse Ronaldo.
O ex-jogador reiterou incontáveis vezes que a Copa do Mundo é um evento do povo brasileiro, e ressaltou que melhorias em infraestrutura beneficiarão a população no pós-Copa.
- Povo tem de se sentir orgulhoso de pagar imposto e ver que vão ser feitas coisas importantes. Coisas que ficarão para a gente. Teremos estádios, ferrovias, estradas... Tudo ficará para o povo - listou.
Ronaldo revelou ainda que haverá cerca de 300 mil ingressos a preços populares no Mundial.
"Como era para trazer algo polêmico que envolvesse a Copa do Mundo, achei que seria importante publicar a entrevista do Ronaldo que tanto repercutiu na mídia e nas redes sociais."
Postado por: Lucas Pastorini
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Arena Amazônia pode virar centro de triagem de presos após a Copa
Sugestão é do Tribunal de Justiça do Amazonas; processo, hoje, é feito em cadeia superlotada
Uma das grandes candidatas a elefante branco após a Copa do Mundo, a Arena da Amazônia pode se tornar centro de triagem de presos depois da competição. A sugestão é do Tribunal de Justiça do Amazonas.
O processo, hoje, é realizado cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa. O local está superlotado, com a demanda quatro vezes maior que a capacidade. "Não vejo outro local melhor, ainda que temporário, para receber os detentos em Manaus", disse o desembargador Sabino Marques, presidente do grupo de monitoramento do sistema carcerário no Amazonas, ao "Uol".
O sambódromo, situado ao lado do estádio manauara, também foi citado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, órgão ligado ao Tribunal de Justiça. "Até que o Estado resolva o problema, construindo novas unidades prisionais, que utilize, então, esses dois espaços ociosos", afirmou Marques.
A ideia é que os locais recebam os presos de imediato. Eles ficariam por lá durante 48 horas, até serem transferidos para outro lugar. "O estádio ainda não está pronto, por isso é difícil prever como seria o acolhimento dos presos lá. Mas é uma área grande que pode ser utilizada. No sambódromo, há várias salas ociosas que podem ser ocupadas desde já", disse o desembargador.
Apenas um time de Manaus disputa as principais divisões do Campeonato Brasileiro: o Nacional, que acabou eliminado na oitavas de final da série D. A Arena da Amazônia tem 80% de conclusão. O estádio, orçado em R$ 605 milhões, será palco de quatro partidas da Copa do Mundo, todas válidas pela primeira fase.
Autor: Lucas Pastorini
Andamento das Obras dos Estádios da Copa do Mundo de 2014
A 300 dias do início da Copa do Mundo de 2014, seis estádios da competição ainda não foram 100% concluídos. Quer saber como andam as obras dos palcos que irão receber os melhores jogadores do mundo?
Arena Corinthians:
O Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, está com 76,5% das obras concluídas. O estádio recebe a montagem da cobertura, que deverá ser finalizada apenas em novembro. Já a membrana que cobre os módulos da arena deve ser instalada em setembro. Deve ser entregue em dezembro.
Arena das Dunas:

Arena da Baixada:

Arena Pantanal:
Com sede em Cuiabá, a Arena Pantanal está passando por obras de acabamento e instalações internas. Nesse mês, iniciará a montagem da estutura para cobertura das arquibancadas. Outro estádio que deverá ser entregue no último mês do ano. Com 80,26% das obras concluídas.
Arena Amazonas:
A Arena Amazônia passa pela fase de instalação da cobertura e de obras na fachada, além de serviços de nivelamento e montagem do piso das rampas de acesso, instalação das cadeiras e trabalho nas áreas elétricas, de segurança e hidráulica. A data de entrega do estádio do Internacional, com 71,43% das obras concluídas, é dezembro de 2013.
Autor: Lucas Pastorini
Com sede em Cuiabá, a Arena Pantanal está passando por obras de acabamento e instalações internas. Nesse mês, iniciará a montagem da estutura para cobertura das arquibancadas. Outro estádio que deverá ser entregue no último mês do ano. Com 80,26% das obras concluídas.
Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, está com 76,5% das obras concluídas. O estádio recebe a montagem da cobertura, que deverá ser finalizada apenas em novembro. Já a membrana que cobre os módulos da arena deve ser instalada em setembro. Deve ser entregue em dezembro. (Foto: Portal da Copa)- Localizada em Natal, no Rio Grande do Norte, a Arena das Dunas está 84% concluída. Resta finalizar o gramado, que já foi plantado, e os acabamentos, como ar-condicionado e parte elétrica. Também deve ser entregue em dezembro.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Oi gente! sou Paulo Ricardo e achei essa reportagem interessante
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estima que o custo de construção e remodelação dos estádios custará mais de R$ 1,9 bilhão.7 Além das construções e reformas de estádios, haverá ainda mais alguns milhões gastos em infra-estrutura básica para deixar o país pronto para sediar o evento.
Quando informado sobre a decisão de sediar o torneio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse: "Nós somos uma nação civilizada, uma nação que está passando por uma fase excelente e temos tudo preparado para receber adequadamente a honra de organizar uma excelente Copa do Mundo." Teixeira estava na sede da FIFA, em Zurique, quando fez o anúncio.
Quando informado sobre a decisão de sediar o torneio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse: "Nós somos uma nação civilizada, uma nação que está passando por uma fase excelente e temos tudo preparado para receber adequadamente a honra de organizar uma excelente Copa do Mundo." Teixeira estava na sede da FIFA, em Zurique, quando fez o anúncio.
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